NFJ#318 ūüćā Nenhum negro lidera os maiores jornais, portais e emissoras do Brasil

10 newsletters sobre jornalismo | O impacto da #VazaJato | Dicas de como reter assinantes | Publicação do Data Journalism Handbook | Crise como oportunidade para veículos locais |

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Buenas, moçada.

Moreno aqui.

Hoje, antes de come√ßar a editar a NFJ, li a news da P√ļblica. "Com medo do amanh√£? N√£o se sinta s√≥", escreveu o editor e rep√≥rter Thiago Domenici no t√≠tulo do email. Sempre t√£o precisos os boletins da P√ļblica, n√£o acham? Mas hoje tamb√©m li, no sempre fant√°stico Brain Pickings, um trecho de uma entrevista de Maya Angelou em que ela reflete sobre o mal. Deixem compartilhar um trecho com voc√™s.

Precisamos de coragem para nos criarmos diariamente, para sermos corajosos o suficiente para nos criarmos diariamente - como cristãos, como judeus, como muçulmanos, como seres humanos que pensam, se preocupam, riem e amam. Acho que a coragem de enfrentar o mal e transformá-lo, pela força da vontade, em algo aplicável ao desenvolvimento de nossa evolução, individual e coletivamente, é estimulante, honrosa.

Coragem, mo√ßada. 

Ah, antes ainda de começar, queria dizer pra vocês que a Rede Internacional de Jornalistas publicou uma lista com 10 newsletters que todo jornalista brasileiro precisa seguir, e a Newsletter Farol Jornalismo está lá, encabeçando a listagem, aliás.

Ficamos feliz√Ķes por aqui :D

Beleza, vamos pra news. A edição 318 teve curadoria da Lívia e minha, texto dela e meu. Quem deu o tapa final da edição foi eu.


ūüćā Embora 57% dos brasileiros se declarem pretos e pardos, nenhum negro lidera os maiores jornais, portais e emissoras em nosso pa√≠s, mostra esta pesquisa do Reuters Institute, que entrevistou 80 editores que dirigem ve√≠culos de prest√≠gio em cinco pa√≠ses do mundo. Mesmo com as crescentes discuss√Ķes em torno da diversidade nas reda√ß√Ķes (no Brasil, por exemplo, Folha e Nexo abriram processos seletivos destinados a profissionais negros), n√£o houve aumento significativo no n√ļmero de editores n√£o-brancos no ano passado. Esta thread enumera alguns highlights do estudo, que tamb√©m saiu no site da Abraji e na LatAm Journalism Review. Nesse sentido, algumas iniciativas importantes come√ßam a surgir. Aqui no Brasil, a refer√™ncia √© o √Čnois. Durante a sess√£o de abertura da 1¬™ Confer√™ncia Latino-americana sobre Diversidade no Jornalismo, que rolou durante a edi√ß√£o final desta NFJ, a jornalista Jamile Santana falou sobre o programa de diversidade da √Čnois e explicou como funcionar√° uma m√©trica para avaliar a diversidade dentro de qualquer reda√ß√£o. Nos EUA, um grupo de jornalistas ambientais est√° lan√ßando o The Uproot Project, para apoiar profissionais n√£o-brancos (como negros e ind√≠genas) que cobrem o tema. Este texto da CJR d√° mais detalhes sobre o Prism, ve√≠culo criado em 2019 por jornalistas negras (falamos sobre ele na NFJ #302), que desde ent√£o teve desafios como cobrir a pandemia de Covid-19, a brutalidade policial no caso George Floyd, al√©m da elei√ß√£o presidencial. No IJNet, uma entrevista com as fundadoras do Diversifying Journalism (tamb√©m repercutimos sua cria√ß√£o, na NFJ #307), que deu seu pontap√© inicial com duas pesquisas: uma direcionada a gestores de reda√ß√Ķes e outra, a especialistas. Ambas querem ajudar a encontrar jornalistas e fontes n√£o-brancos. A CNN acaba de lan√ßar um projeto digital de tr√™s anos para cobrir a desigualdade de g√™nero em todo o mundo. No m√™s das mulheres, o Lenfest Institute entrevistou dez mulheres que trabalham no jornalismo. Elas falam sobre representatividade e sobre o desafio de conciliar diferentes papeis. E pra fechar o bloco, 27 podcasts sobre feminismo, equidade e sobreviv√™ncia, no Mashable, e uma lista de 6 ilustradoras ind√≠genas no Insta @blogueirasnegras.


ūüćā A crise do coronav√≠rus - seu impacto nas reda√ß√Ķes e seus efeitos econ√īmicos - acelera as mudan√ßas iniciadas h√° anos nas formas de produ√ß√£o, distribui√ß√£o e consumo jornal√≠stico. Neste artigo, o professor Jose Alberto Garc√≠a-Avil√©s mostra como a m√≠dia na Espanha tem lidado com a cobertura da pandemia, segundo relatos de dezenas de jornalistas. Destaque: atualmente, a maioria das reda√ß√Ķes implementou um sistema misto, que combina o presencial com o teletrabalho - ‚Äúo conceito de escrit√≥rio e teletrabalho mudar√° para sempre‚ÄĚ, disse um dos jornalistas entrevistados. Para saber mais sobre esta realidade no Brasil, assistam ao webinar promovido pelo F√≥rum de Reportagem sobre a Crise Global de Sa√ļde, do ICFJ. Este resumo do IJNet destaca o esfor√ßo dos jornalistas em buscarem cientistas e divulgadores cient√≠ficos para falarem na m√≠dia e tamb√©m a aproxima√ß√£o da ci√™ncia com a popula√ß√£o durante a pandemia. Neste pref√°cio de seu novo livro - ‚ÄúNews and How to Use It: What to Believe in a Fake News World‚ÄĚ, o ex-editor-chefe do Guardian Alan Rusbridger discute a crise de confian√ßa da popula√ß√£o no jornalismo durante a pandemia. Segundo ele, diversas organiza√ß√Ķes fizeram um trabalho excelente, mas houve as que demoraram a compreender a grandiosidade do que estava acontecendo. ‚ÄúAs reda√ß√Ķes que descartaram seus correspondentes de sa√ļde ou ci√™ncias enfrentaram dificuldades. Meios que sugeriram que antenas de telefone 5G poderiam estar espalhando a doen√ßa ajudaram a destruir sua pr√≥pria marca‚ÄĚ, lembrou.


ūüćā Esta reportagem da BBC mostra que uma epidemia de fake news est√° amea√ßando a vacina√ß√£o em terras ind√≠genas no Brasil. A desinforma√ß√£o circula, principalmente, em grupos de WhatsApp. Em uma confer√™ncia na BBC londrina, Rasmus Nielsen afirmou que as reportagens baseadas em evid√™ncias podem ajudar na luta contra a desinforma√ß√£o sobre a Covid-19. ‚ÄúTamb√©m precisamos ver a desordem da informa√ß√£o do ponto de vista do p√ļblico e lembrar que a maioria das pessoas √© c√©tica em rela√ß√£o √†s informa√ß√Ķes que encontram online, especialmente nas redes sociais e outras plataformas‚ÄĚ. Falando nelas, o Facebook disse que removeu mais de um bilh√£o de postagens de contas que considerou fraudulentas ou falsas durante os √ļltimos tr√™s meses de 2020. No entanto, especialistas afirmam que a empresa de nosso amigo Mark tem problemas na modera√ß√£o da desinforma√ß√£o no idioma espanhol, falado em quase toda a Am√©rica Latina. ‚Äú√Č crucial para a estabilidade de nossa democracia que o Facebook avance com a aplica√ß√£o equitativa de suas pol√≠ticas contra o incitamento √† viol√™ncia em todos os idiomas‚ÄĚ, dizem os especialistas. Na #NFJ316, repercutimos outro alerta de pesquisadores, para quem o Facebook tem padr√Ķes diferentes para combater a desinforma√ß√£o conforme o pa√≠s. Ali√°s, na Fran√ßa, a Rep√≥rteres Sem Fronteiras denunciou o Facebook por mensagens de √≥dio e informa√ß√Ķes falsas.


ūüćā Voc√™s viram. Esta semana, a segunda turma do STF decidiu pela suspei√ß√£o do juiz Sergio Moro nos casos da Lava-Jato que envolveram o ex-presidente Lula. Tudo come√ßou com o vazamento de mensagens para o The Intercept Brasil, que depois faria parcerias com outros ve√≠culos jornal√≠sticos, como Ag√™ncia P√ļblica, Folha de S. Paulo, El Pa√≠s entre outros. A #VazaJato representa, a nosso ver, um dos maiores impactos do trabalho jornal√≠stico na hist√≥ria recente do Brasil. Em junho de 2019, no calor das revela√ß√Ķes, fizemos uma entrevista exclusiva com o editor do TIB Leandro Demori, que criticou a cobertura jornal√≠stica do vazamento e falou sobre a verifica√ß√£o do material, as decis√Ķes editoriais, entre outros assuntos. E como o Brasil n√£o √© mesmo para amadores, vale ler esta carta da Frente em Defesa da EBC e da Comunica√ß√£o P√ļblica, sobre por que a √ļnica empresa de m√≠dia p√ļblica federal do nosso pa√≠s n√£o deve ser privatizada. Sigamos com mais not√≠cias da ind√ļstria jornal√≠stica. o El Pa√≠s superou a marca dos 100 mil assinantes digitais em apenas 11 meses, em plena pandemia e com todas as equipes trabalhando de casa. No Washington Post, an√°lise sobre a queda de tr√°fego nos sites de not√≠cias na era p√≥s-Trump. Percebendo isso, o NYT est√° investindo na lucrativa ind√ļstria de games. Pra fechar o bloco, treta no Substack, ferramenta de newsletters que tem sido muito usada por jornalistas independentes em todo o mundo. Com o recente lan√ßamento do Substack Pro, a empresa est√° pagando determinando escritores, mas segundo esta reportagem da Vox, n√£o dizem quem s√£o. Ou seja, mais uma plataforma sem transpar√™ncia em seus processos. De acordo com a escritora Annalee Newitz, que pretende sair da plataforma, ‚Äúo golpe do Substack funcionou t√£o bem porque eles pagaram um grupo secreto de redatores para fazer a autoria de newsletters parecer lucrativa‚ÄĚ.


ūüćā O American Press Institute (API) publicou nesta semana um especial sobre reten√ß√£o de assinantes digitais. Vale dar uma boa olhada. Mas como sabemos que voc√™s leem a NFJ porque a gente conta pra voc√™s o que t√° rolando nos links que a gente oferece, a√≠ vai. O API ouviu 133 representantes de publishers norte-americanos cujas respostas d√£o conta da estrat√©gia de 526 publica√ß√Ķes, do jornal local aos ve√≠culos de refer√™ncia. O resultado foi dividido em tr√™s partes. 1) O que os publishers est√£o fazendo, e o que n√£o est√£o, para reter assinantes; 2) 9 estrat√©gias de reten√ß√£o de assinantes; e 3) 31 estrat√©gias efetivas de reten√ß√£o para "roubar". Vamos dar uma olhada r√°pida no que dizem os tr√™s links. Alguns dados interessantes do primeiro: 90% dos publishers encorajam novos assinantes a assinar as newsletters do ve√≠culo, 72% realizam campanha para trazer de volta cancelamentos recentes, 46% enviam informa√ß√Ķes sobre como usar os seus produtos, 43% mandam agradecimentos personalizados, assinados por um jornalista ou executivo da empresa, para os assinantes, e 28% segmentam seus assinantes por risco de cancelamento. Acessem aqui os outros dados. No segundo link, os pesquisadores do API perguntaram para os publishers o que eles achavam de nove estrat√©gias de reten√ß√£o, e o qu√£o bem eles achavam que cada estrat√©gia estava sendo conduzida dentro do seu ve√≠culo. Vejam s√≥: 62% acham uma boa ideia oferecer benef√≠cios exclusivos para assinantes. Mas apenas 23% se consideram bons colocando em pr√°tica essa estrat√©gia. Outro grande gap: 83,5% curtem a ideia de avaliar "assinantes em risco", mas apenas 19% dizem conseguir fazer bem essa avalia√ß√£o. Deem uma olhada nas outras 7 estrat√©gias avaliadas. Por fim, pin√ßamos algumas das 31 sugest√Ķes de reten√ß√£o. Por exemplo, cogitem enviar emails individuais a assinantes perdidos, al√©m das tradicionais mensagens em s√©rie. Outra: lancem uma newsletter mensal exclusiva para assinantes. Mais uma: organizem eventos para os assinantes conhecerem os jornalistas da equipe. E uma √ļltima: orientem rep√≥rteres e leitores a enviar recomenda√ß√Ķes personalizadas de leituras aos assinantes. Se quiserem dar uma olhada na lista inteira com as 31 sugest√Ķes, venham aqui. O Laboratorio de Periodismo e o Nieman Lab repercutiram o levantamento do API. Mudando de assunto. No Nieman Lab, Sarah Alvarez, fundadora do Outlier Media, ve√≠culo voltado para moradores de baixa renda de Detroit, d√° algumas sugest√Ķes de como crises podem fortalecer ve√≠culos locais. Para Alvarez o jornalismo, antes de saciar a sede de curiosidade das elites, precisa entender quais as necessidades de informa√ß√£o de um p√ļblico mais geral. "M√≠dias locais tradicionais, assim como muitas organiza√ß√Ķes jornal√≠sticas recentes, n√£o se questionaram o suficiente para saber se as pessoas precisam do seu jornalismo mais do que elas precisam de informa√ß√£o essencial para tocar a vida no dia a dia", escreveu. No ObjETHOS, a doutoranda do PosJor da UFSC Mariane Nava reflete sobre o jornalismo pode fazer dialogar o tradicional com o novo ao incorporar a tecnologia na sua pr√°tica. Um trecho: "O mais curioso disso tudo √© que o formato noticioso que ainda prevalece hoje foi moldado pela tecnologia dispon√≠vel √† √©poca ‚Äď o papel. Isso mudou, e o ‚Äúnovo papel‚ÄĚ permite intera√ß√£o e recursos multim√≠dia, cabendo aos jornalistas desbravarem e delinearem o novo formato do jornal adequado a essa realidade", escreveu.


ūüćā Vamos ao nosso bloco de diversos. Sai nesta semana uma nova edi√ß√£o do The Data Journalism Handbook Towards A Critical Data Practice. | O Sembra Media vai realizar, ao longo do ano, o Festival online de periodismo independiente y sostenibilidad. O primeiro encontro acontece no dia 30 deste m√™s. Mais informa√ß√Ķes aqui. | Estreou a terceira temporada do podcast Vida de Jornalista. | No Novo em Folha, informa√ß√Ķes sobre a nova edi√ß√£o do programa Desafios da Inova√ß√£o para a Am√©rica Latina, da Google News Initiative. | Tamb√©m no Novo em Folha, informa√ß√Ķes sobre o programa de mentoria oferecido pela Solution Journalism Network. | Tem vaga aberta na P√ļblica. | No IJNet, 7 oportunidades para concorrer em abril. | Os melhores apps para fazer gifs, no Mashable. | Alternativas ao Zoom para videoconfer√™ncias. | Ferramentas que est√£o ajudando Renan LaForme, do Poynter, a enfrentar o trabalho durante a pandemia. | O Los Angeles Times lan√ßou uma newsletter voltada para pais de crian√ßas entre 3 e 8 anos. | Grupo de freelancers no Slack cresce na pandemia.


√Č isso, gente. pra fechar, mais Maya Angelou. Agora, um trecho dos versos do livro infantil Nada na vida me assusta, ilustrado com pinturas de Jean-Michel Basquiat.

Sombras dançando nos muros
Sons que brotam do escuro
Nada na vida me assusta
Cachorros bravos rosnando
Fantasmas voando em bando
Nada na vida me assusta
Bruxa e caldeir√£o fervente
Le√Ķes livres pela frente
Eles n√£o me assistam nada
Drag√£o soprando chama
Ao pé da minha cama
Isso n√£o me assusta nada
Eu grito SAI!
E correndo ele vai
E faço zoeira
Da sua carreira
Eu n√£o vou chorar
Ele ter√° de voar
E eu me divirto
Com o seu faniquito
Nada na vida me assusta.

Coragem e bom final de semana.
E até dia 9 de abril, pois na sexta que vem é feriado ;)
Moreno Osório e Lívia Vieira


Nosso agradecimento de <3 vai para:

Adri Brum, Adriana Martorano Vieira, Alciane Baccin, Ana Claudia Gruszynski, Andr√© Caramante, Andr√© Roca, Andr√© Schr√∂der, Andrei Rossetto, Ariane Camilo Pinheiro Alves, B√°rbara Pereira Lib√≥rio, Bernardete Melo de Cruz, Bibiana Garcez, Bibiana Os√≥rio, Boanerges Balbino Lopes Filho, Caio Cesar Giannini Oliviera, Carina Seles dos Santos, Carolina Oms, Casemiro Alves, Cec√≠lia Seabra, Clube do Portugu√™s, Cristiane Lindemann, Davi Souza Monteiro de Barros, Diego Freitas Furtado, Diego Queijo, Edimilson do Amaral Donini, Eliane Vieira, Emilene Lopes, Estelita Hass Carazzai, Fabiana Moraes, F√™Cris Vasconcellos, Felipe Branco Cruz, Felipe Seligman, Filipe Speck, Filipe Techera, Flavio Dutra, Gabriela Favre, Giuliander Carpes, Giulliana Bianconi, Guilherme Nagamine, Jana√≠na Kalsing, Jo√£o Vicente Ribas, Jonas Gon√ßalves da Silva, Jorge Eduardo Dantas de Oliveira, Leticia Monteiro, Lia Gabriela Pagoto, Lilian Venturini Gavald√£o, Lucia Monteiro Mesquita, Luciana Kraemer, Luiza Bandeira, Marcela Duarte, Marcelo Crispim da Fontoura, Marco T√ļlio Pires, Margot Pavan, Maria Carolina Medeiros, Maria Elisa Maximo, Maria In√™s M√∂llmann, Mateus Marcel Netzel, Mayara Penina, Michelle Raphaelli, Nadia Leal, Nara Leal, Nat√°lia Levien Leal, N√≠colas Barbosa, Nina Weingrill, Paula Bianchi, Paulo Talarico, Pedro Burgos, Pedro Luiz da Silveira Os√≥rio, Pedro Rocha Franco, Priscila dos Santos Pacheco, Rafael Grohmann, Raquel Ritter Longhi, Regina Maria Pozzobon, Roberto Nogueira Gerosa, Roberto Villar Belmonte, Rodrigo Muzell, Rogerio Christofoletti, Rose Ang√©lica do Nascimento, Rosental C Alves, Samanta Dias do Carmo, S√©rgio L√ľdtke, S√©rgio Spagnuolo, Silvio Sodr√©, Suzana Oliveira Barbosa, Tai Nalon, Tais Seibt, Vivian Augustin Eichler, Washington Jos√© de Souza Filho.

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