NFJ#319 ūüćā "O mundo √© contado pelo olhar do homem e isso n√£o vai ser objetivo nunca"

Brasil √© o pa√≠s com mais mortes de jornalistas pela Covid-19 | Repensando o papel do Ombudsman | Uma m√©trica para medir diversidade nas reda√ß√Ķes | Organizando (o conhecimento sobre) desinforma√ß√£o

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Buenas, moçada!

Moreno aqui, abrindo mais uma NFJ.

Antes de iniciar, gostaria de contar pra voc√™s que o Farol Jornalismo conta com um novo apoio. Desde o in√≠cio de abril nosso site est√° sob os cuidados da serverdo.in, que fornece solu√ß√Ķes de tecnologia a empresas com presen√ßa digital. Dentre seus clientes est√£o muitos sites de jornalismo local espalhados pelo Brasil. Iniciamos essa rela√ß√£o trabalhando para que dessa parceria resulte uma proximidade maior entre jornalismo, especialmente o local, e a tecnologia. Massa, n√©?

Vamos nessa?

A NFJ#319 teve curadoria da Lívia e minha, texto dela e meu. Quem deu o tapa final da edição foi eu.


ūüćā O que voc√™ queria de presente pelo Dia do Jornalista, comemorado esta semana? Temos certeza que liberdade de imprensa estaria na lista, n√©? Ter independ√™ncia para realizar o trabalho jornal√≠stico nunca foi t√£o necess√°rio, num pa√≠s em que o presidente ataca a imprensa constantemente e diz que resolveria o problema do v√≠rus em minutos. ‚Äú√Č s√≥ pagar o que os governos pagavam para Globo, Folha, Estado de S.Paulo‚ÄĚ, disse Bolsonaro. Esta carta aberta de oito organiza√ß√Ķes, protocolada no 7 de abril, pede aos l√≠deres do Congresso Nacional compromisso com a liberdade de imprensa e a seguran√ßa de jornalistas e comunicadores. No mesmo dia, Rodrigo Pacheco se reuniu com as entidades e afirmou que rejeitar√° qualquer tipo de agress√£o, viol√™ncia ou mitiga√ß√£o de direitos de jornalistas no Brasil. Mais detalhes no site da Abraji. Relat√≥rio da Abert, repercutido na Folha, mostrou que, ao longo de 2020, casos de agress√Ķes f√≠sicas, ofensas e intimida√ß√Ķes a jornalistas aumentaram 168% em compara√ß√£o a 2019. Este levantamento da Abraji identificou ao menos 174 casos de bloqueios de jornalistas por autoridades brasileiras no Twitter entre 2014 e 2021. Na Ponte, a hist√≥ria do bombeiro que incendiou a casa do jornalista Jos√© Ant√īnio Arantes por ‚Äún√£o gostar‚ÄĚ do que ele falava. Levantamento da Fenaj colocou o Brasil como o primeiro pa√≠s do mundo em n√ļmero de mortes de jornalistas vitimados pela Covid-19. No Globo, mat√©ria sobre a a√ß√£o da ABI para impedir 'ass√©dio judicial' contra jornalistas e ve√≠culos de imprensa. Fora do Brasil a coisa n√£o anda l√° muito boa tamb√©m. Este texto da CJR lembra que Trump pode ter sa√≠do da Casa Branca, mas a hostilidade anti-imprensa que ele alimentou continua viva. No Journalism.co.uk: internautas est√£o respondendo a checagens de fatos da Covid-19 com amea√ßas de morte e mensagens abusivas a rep√≥rteres. Uma poss√≠vel solu√ß√£o √© o trabalho conjunto entre publishers, jornalistas e plataformas. E tamb√©m falar sobre o assunto com os estudantes de Jornalismo. Este texto do Poynter diz que o ass√©dio online √© realidade e que o suporte emocional dos professores deve ultrapassar a sala de aula.


ūüćā Nos dias 26 e 27 de mar√ßo rolou a primeira Confer√™ncia Latino-americana sobre Diversidade no Jornalismo, organizada pelo Centro Knight. A Latam Journalism Review fez a cobertura. No painel de abertura, a Jamile Santana, do √Čnois, falou sobre o programa Diversidade nas Reda√ß√Ķes e apresentou a m√©trica que mede a evolu√ß√£o dos ve√≠culos participantes. O interessante √© que essa m√©trica pode ser utilizada para medir a diversidade em qualquer reda√ß√£o. Vejam a apresenta√ß√£o da Jamile aqui. Ainda sobre isso, vejam um resumo do Reda√ß√£o Aberta #20, que discutiu os primeiros resultados das reda√ß√Ķes que fazem parte do programa Diversidade nas Reda√ß√Ķes. Voltando ao evento do Centro Knight, deem uma olhada no que rolou nas outras mesas: cobertura de defici√™ncia a partir de solu√ß√Ķes; interse√ß√£o entre g√™nero, ra√ßa e classe social; diversidade racial e √©tnica no jornalismo; incorpora√ß√£o da perspectiva de g√™nero no jornalismo. Ali√°s, leiam a frase que abre o texto sobre esta √ļltima mesa: "O mundo √© contado pelo olhar do homem e isso n√£o vai ser objetivo nunca". A frase √© da jornalista Lucia Solis Reymer, editora de g√™nero do jornal La Rep√ļblica, do Per√ļ. Lembra o trabalho fundamental de M√°rcia Veiga da Silva sobre o masculino ser o g√™nero do jornalismo. Segue Reymer: a objetividade "muitas vezes nada mais √© do que subjetividade masculina". Seguimos com esta celebra√ß√£o √†s mulheres no jornalismo, no Solution Set. No Nieman Lab, Joshua Benton fala sobre o estudo A Reckoning for Relevance: Redefining the Role of a Public Editor (Um acerto de contas com a relev√Ęncia: redefinindo o papel do ombudsman, na tradu√ß√£o livre), em que a Kathy English defende o valor do ombudsman n√£o s√≥ para avaliar a pr√°tica jornal√≠stica de um ve√≠culo, mas tamb√©m para ajud√°-lo a refletir sobre o que ela chama de "imagina√ß√£o jornal√≠stica". Devemos, escreve English, "imaginar um papel maior para o ombudsman ao exigir que jornalistas prestem contas de um jornalismo comprometido com a diversidade e com a inclus√£o, e que esteja alinhado com sua miss√£o moral pela igualdade em uma democracia". Para mais repercuss√Ķes do estudo de English, deem uma conferida neste artigo do Poynter. Sigam com mais uma mat√©ria da Latam Journalism Review, agora sobre uma rede colaborativa cujo objetivo √© "conectar jornalistas n√£o-ind√≠genas, jornalistas ind√≠genas e comunidades ind√≠genas para construir uma conversa mais robusta sobre a cobertura de povos nativos do continente americano". Fechem este t√≥pico com a not√≠cia de que a mais antiga escola de jornalismo do Canad√° criou uma posi√ß√£o para melhorar a diversidade, a inclus√£o e a equidade do curso. Um dos pap√©is de Nana aba Duncan, a chair de diversidade da universidade Carleton, ser√° reexaminar o curr√≠culo da escola.


ūüćā Sete em cada dez adultos norte-americanos afirmam usar sites de redes sociais, mostra este novo relat√≥rio do Pew Research Center. A parcela se manteve est√°vel nos √ļltimos cinco anos, sendo que, em 2021, a maioria disse usar YouTube e Facebook, enquanto o uso do Instagram, Snapchat e TikTok √© especialmente comum entre adultos com menos de 30 anos. A emerg√™ncia do ClubHouse est√° movimentando o Facebook, que lan√ßou a vers√£o beta do Hotline. Segundo o TechCrunch, o app √© um mashup de Instagram Live e Clubhouse, pois permite que os criadores falem para um p√ļblico que pode fazer perguntas por meio de texto ou √°udio. Enquanto algumas plataformas nascem, outras morrem. Ap√≥s 16 anos, o Yahoo Respostas chegou ao fim, e com ele se vai um acervo importante da contemporaneidade, como lembrou o jornalista Daniel Salgado. No Nieman Lab, Logan Molyneux e Shannon McGregor perguntam: ao incorporar tweets nas not√≠cias, ve√≠culos jornal√≠sticos transferem muito poder para o Twitter? De acordo os pesquisadores, ‚Äújornalistas tendem a apresentar os tweets como conte√ļdo ao inv√©s de fonte (que √© pass√≠vel de escrut√≠nio). Isso envia mensagens repetidas para o p√ļblico de que as informa√ß√Ķes s√£o leg√≠timas e oficiais, concedendo muito poder ao Twitter‚ÄĚ. Na Pensilv√Ęnia (EUA), um grupo de Facebook tem preenchido a lacuna deixada pelo jornalismo local mas, de acordo com esta mat√©ria da NBC, a circula√ß√£o de rumores e boatos espalha desinforma√ß√£o. Samuel Lima argumenta, no ObjETHOS, que as redes sociais se tornaram um ‚Äúlabirinto da desinforma√ß√£o (ind√ļstria das fake news), controle pol√≠tico, e manipula√ß√£o do comportamento (h√°bitos de consumo), agravada pela aus√™ncia completa de transpar√™ncia‚ÄĚ. 


ūüćā A desinforma√ß√£o √© um campo de estudo em franco crescimento. Pensando em organizar parte do conhecimento que tem sido produzido, pesquisadores da Universidade Carolina do Norte (EUA) criaram este √≥timo material, com defini√ß√Ķes e estudos de caso. Este texto do Poynter defende que as plataformas ajam de maneira consistente para combater a desinforma√ß√£o no mundo todo, e n√£o somente em alguns pa√≠ses. ‚ÄúHotspots: on the front line‚ÄĚ √© a nova s√©rie do Sky Documentaries que vai mostrar a realidade de reportar na esperan√ßa de que aqueles que duvidam da autenticidade das not√≠cias vejam como √© a experi√™ncia de apura√ß√£o na rua. Mais detalhes no Journalism.co.uk. O Radar Aos Fatos agora vai monitorar desinforma√ß√£o com amea√ßas √† democracia. Algumas publica√ß√Ķes encontradas j√° podem ser acessadas neste link. Voc√™s j√° ouviram falar de NFT (Non-Fungible Tokens), n√©? √Č uma esp√©cie de certificado digital, estabelecido via blockchain, que define originalidade e exclusividade a bens digitais. Um grupo de fact-checkers (entre eles a Ag√™ncia Lupa), lan√ßou a plataforma FACTS-NFT, que re√ļne pouco mais de 20 checagens hist√≥ricas de seus acervos e d√° ao comprador o direito de do√°-las ou revend√™-las para outra pessoa no mercado das criptomoedas. De acordo com esta mat√©ria do The Shift, ‚Äúo grupo aposta no interesse de pesquisadores, historiadores e pessoas interessadas em uma maneira nova de apoiar financeiramente o trabalho dos checadores de fatos, tornando-se publicamente patronas ou colecionadoras de uma ou mais checagens histoŐĀricas e notaŐĀveis‚ÄĚ. Falando em NFTs, este texto da CJR pergunta: eles podem realmente ajudar a ind√ļstria de m√≠dia? Mathew Ingram lembra que o NYT vendeu recentemente um artigo de Kevin Roose sobre NFTs por US$ 560.000 (o jornal doou o dinheiro para institui√ß√Ķes de caridade). E informa que o Tow Center est√° olhando para os NFTs com interesse. De acordo com a diretora Emily Bell, ‚Äúa ideia de sistemas aut√™nticos e distribu√≠dos que podem ser verificados e controlados fora das entidades centrais deve atrair o jornalismo‚ÄĚ. Falando em Emily Bell, n√£o deixem de conferir esta entrevista sobre jornalismo e desinforma√ß√£o. Um trecho: "Se voc√™ √© uma pessoa de cor ou se voc√™ √© uma mulher e consumiu muito a imprensa comercial nos √ļltimos 50 anos, muito do que voc√™ leu sobre voc√™ e sua comunidade n√£o √© verdadeiro. √Č desinforma√ß√£o."


ūüćā L√≠deres de reda√ß√Ķes de diversos pa√≠ses contam suas estrat√©gias para utilizar intelig√™ncia artificial no jornalismo. A LSE compilou algumas dicas, entre elas: defina seus objetivos, monte uma equipe interdisciplinar e comece com pequenos experimentos. O Telegraph criou 60 novos empregos no primeiro semestre de 2021, ap√≥s ultrapassar 600 mil assinantes, informa o PressGazette. Aqui no Brasil, o Jornal do Commercio (PE), fundado em 1919, deixou de circular em papel. Vejam como funciona The Devil Strip, cooperativa de not√≠cias digitais que est√° comemorando seu primeiro anivers√°rio com quase 1.000 membros. Este texto da GIJN explica tamb√©m as vantagens e desvantagens desse modelo de neg√≥cios. No Nieman Lab, o caso de sucesso do Stat, publica√ß√£o de sa√ļde e ci√™ncia do Boston Globe criada em 2015, que teve um boom desde o in√≠cio da pandemia. Nesta entrevista para o Poynter, o rep√≥rter de Ci√™ncia Ed Yong, da The Atlantic, conta como foi cobrir a pandemia que ele sabia que estava por vir, os desafios da nega√ß√£o e da desinforma√ß√£o, al√©m do impacto de 2020 em sua sa√ļde mental. Tamb√©m no Poynter, jornalistas relatam suas experi√™ncias com a pandemia, que transformou casas em escrit√≥rios. Um dos depoimentos: ‚ÄúEu tenho filhos pequenos e eles n√£o ficam menos exigentes s√≥ porque voc√™ est√° cumprindo o deadline. Muitas vezes, trabalhar em hist√≥rias com prazos curtos era um grande desafio‚ÄĚ. Algu√©m a√≠ se identifica? E na CJR, conhe√ßam o Canadian Journalism Project, que est√° mapeando as demiss√Ķes no pa√≠s decorrentes da crise sanit√°ria.


ūüćā Fechamos com o bloco de diversos. Dicas para aproveitar ao m√°ximo as redes sociais dentro da reda√ß√£o. | Oficina de reda√ß√£o jornal√≠stica (em espanhol), no Clases de Periodismo. | No Novo em Folha, informa√ß√Ķes sobre bolsa de reportagem para cobrir desmatamento durante a pandemia. | A Abraji lan√ßou uma newsletter sobre jornalismo investigativo. | O Fiquem Sabendo vai promover uma oficina sobre LAI em maio. | Como construir hist√≥rias de impacto para as redes sociais. | Voc√™s viram que um cachorro interrompeu um stand up de uma rep√≥rter que fazia a previs√£o do tempo na R√ļssia? | As melhores narrativas de 2020. | Cinco anos depois, o Panama Papers ainda causa impacto. | No Brasil.io, um balan√ßo de um ano de coleta de dados sobre a Covid-19. |  Kristen Hare reflete sobre um ano trabalhando de casa, no Poynter. Pra fechar a news, assinantes da Piau√≠ precisam ler esta carta a Caetano Veloso escrita por Elisangela Roxo, a autora da lend√°ria "mat√©ria" Caetano estaciona carro no Leblon, cuja publica√ß√£o completou 10 anos. O texto √© uma aula sobre a din√Ęmica de parte do jornalismo feito em portais entre o final da d√©cada de 00 e o come√ßo da d√©cada de 10. Um trechinho: "Na tarde do dia 10, Caetano, chegaram √† minha caixa de e-mail as fotografias que captavam sua presen√ßa despretensiosa no Leblon. De in√≠cio, julguei melhor ignor√°-las. Mais ‚Äúzero cliques‚ÄĚ do que aquilo, pensei, s√≥ mesmo as minhas sugest√Ķes de mat√©rias sobre bandas indie brasileiras. [...] Resoluta, invoquei o beab√° das t√©cnicas jornal√≠sticas e mandei bala no t√≠tulo da galeria. Quem? Caetano Veloso. O qu√™? Estaciona. Onde? No Leblon. Quando? Nesta quinta-feira (10). Por qu√™? Por absolutamente nada. Quem se importa? Por cliques, certamente n√£o foi." Genial.


√Č isso, mo√ßada!

Bom final de semana e até sexta que vem.

Moreno e Lívia


Nosso agradecimento de <3 vai para:

Adri Brum, Adriana Martorano Vieira, Alciane Baccin, Ana Claudia Gruszynski, Andr√© Caramante, Andr√© Roca, Andr√© Schr√∂der, Andrei Rossetto, Ariane Camilo Pinheiro Alves, B√°rbara Pereira Lib√≥rio, Bernardete Melo de Cruz, Bibiana Garcez, Bibiana Os√≥rio, Boanerges Balbino Lopes Filho, Caio Cesar Giannini Oliviera, Carina Seles dos Santos, Carolina Oms, Casemiro Alves, Cec√≠lia Seabra, Clube do Portugu√™s, Cristiane Lindemann, Davi Souza Monteiro de Barros, Diego Freitas Furtado, Diego Queijo, Edimilson do Amaral Donini, Eliane Vieira, Emilene Lopes, Estelita Hass Carazzai, Fabiana Moraes, F√™Cris Vasconcellos, Felipe Branco Cruz, Felipe Seligman, Filipe Speck, Filipe Techera, Flavio Dutra, Gabriela Favre, Giuliander Carpes, Giulliana Bianconi, Guilherme Caetano, Guilherme Nagamine, Jana√≠na Kalsing, Jo√£o Vicente Ribas, Jonas Gon√ßalves da Silva, Jorge Eduardo Dantas de Oliveira, Leticia Monteiro, Lia Gabriela Pagoto, Lilian Venturini Gavald√£o, Lucia Monteiro Mesquita, Luiza Bandeira, Marcela Duarte, Marcelo Crispim da Fontoura, Marco T√ļlio Pires, Margot Pavan, Maria Carolina Medeiros, Maria Elisa Maximo, Maria In√™s M√∂llmann, Mateus Marcel Netzel, Mayara Penina, Michelle Raphaelli, Nadia Leal, Nara Leal, Nat√°lia Levien Leal, N√≠colas Barbosa, Nina Weingrill, Paula Bianchi, Paulo Talarico, Pedro Burgos, Pedro Luiz da Silveira Os√≥rio, Priscila dos Santos Pacheco, Rafael Grohmann, Raquel Ritter Longhi, Regina Maria Pozzobon, Roberto Nogueira Gerosa, Roberto Villar Belmonte, Rodrigo Muzell, Rogerio Christofoletti, Rose Ang√©lica do Nascimento, Rosental C Alves, Samanta Dias do Carmo, S√©rgio L√ľdtke, S√©rgio Spagnuolo, Silvio Sodr√©, Suzana Oliveira Barbosa, Tai Nalon, Tais Seibt, Vivian Augustin Eichler, Washington Jos√© de Souza Filho.

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